Alternativa 2020 (Metrocity)
De Iniciativa RPG Wiki Brasil
Alternativa 2020 (Lê-se vinte vinte) é uma realidade alternativa e futurista, o ano é 2099 e o mundo foi tomado por mega-corporações inescrupulosas.
Conto
O noticiário exibia uma imagem panorâmica da torre da BioGentech e depois com giros estratégicos, a imagem pára em uma janela, de onde um grosso rolo de fumaça ganha os céus. Na Metrocity do futuro, nenhum espectador consegue ver outra coisa, exceto, é claro, nos canais de vendas, onde o Velho Big estava colocando à venda aparelhos milagrosos para diminuir as estrias do glúteos.
No canal 1.000.000.02, o XXX N.U.D.E., a apresentadora virtual conhecida como Shayera Moon apresentava a notícia. Criada para representar uma mulher de traços orientais, corpo escultural e olhos sensuais, um "bug", criado de propósito, a cada um minuto, deixava os seios da apresentadora à vista. Isso, como os números comprovavam, aumentava a audiência do canal.
— Há poucos minutos, em um laboratório, dito como secreto, da BioGentech uma explosão aconteceu. As imagens que vocês estão acompanhando são direto do local. O diretor da empresa, Christian Filcher, ainda não foi localizado para um comunicado oficial. — A imagem ao fundo da apresentadora mudava para um close de uma das paredes. A microcâmera aérea agora mostrava uma mensagem. — Como podem ver, esse parece ser mais um dos atos terroristas do homem que se apresenta como o novo Marcial. "Lembrem-se do Sonho. Eu não os deixarei esquecer. Marcial.".
As letras entraram em foco. Pareciam ter sido escritas com um laser de alta precisão. Logo a imagem começa a mostrar o resto do laboratório.
Quase não se distinguia nada, exceto o que pareciam ser restos de enormes tubos de Plastgel, agora quebrados. O resto do local apresentava um sem número de aparelhos cujos propósitos eram impossíveis de serem reconhecidos. As paredes, negras por causa da fumaça, indicavam que provavelmente a bomba fora uma AWD-Vácuo, criada pela Lexxon e proibida em todo o mundo. Como o nome indica, ela criava uma área de vácuo onde sugava tudo que podia para dentro de si, depois lançava para fora em forma de plasma, queimando e destruindo tudo dentro do raio de ação.
A pequena câmera foi descoberta pelos Securits da BioGentech e destruída. A imagem no noticiário voltava para Shayera Moon, com as imagens gravadas sendo reprisadas ao fundo e uma frase escrita no canto inferior da imagem "O novo Marcial, um outro robô, um terrorista, ou um herói?".
— Como podem ver, esse novo Marcial, a exemplo de outros heróis que estão surgindo... — A apresentadora voltava, os seios agora à mostra. -... Assume uma forma de agir totalmente diferente do que se sabe quanto a seus antecessores da primeira era heróica. Mas o que o nosso programa quer saber é a sua opinião a respeito dele. Entrem em contato com o nosso programa e dê sua opinião a respeito ao vivo.
A imagem agora mostrava milhares de pequenos pontos vermelhos diante da apresentadora e das imagens reprisadas. Eles mostravam os espectadores que tentavam falar com o programa. Com um sorriso malicioso Shayera parecia indecisa em qual escolher.
Foi quando algo inesperado aconteceu, e todos os pontos começaram a sumir até restar somente um. Como se fosse uma pessoa de verdade, ela havia sido programa para imitar várias nuances da personalidade humana, inclusive confusão. Ela hesitou antes de tocar no único ponto.
— Olá? Você está no ar. O que você acha sobre o novo Marcial?
— Eu não tenho teorias, apenas a verdade e vou contá-la para vocês agora.
Os aparelhos da emissora começaram a registrar um aumento histórico nos índices de audiência. Mesmo que o cara fosse apenas um lunático, os espectadores queriam ouvir sobre o novo Marcial. Claro que os técnicos da XXX N.U.D.E. não sabiam que a mesma ligação estava sendo transmitida para todos os canais do país.
— Eu vou contar a história do Marcial. A minha história.
Os espectadores do futuro ouvirão uma versão parcial da história, mas você, caro leitor, irá conhecer na integra a origem desse novo herói...
Um raio de sol atravessa um pequeno ponto no teto do apartamento de John Arveen indicando que passava das 13:00. Esse é o modo como ele sabe que está na hora de acordar. Sem arquétipos holográficos irritantes ou outras tecnologias para os solitários moradores da Metrocity de 2099.
O Temporizador Solar foi mais uma compra que veio direto dos estoques do Velho Big "Acorde com a agradável sensação do sol tocando de leve em sua pele" era a propaganda.
Claro que depois descobriu-se que esse aparelho era responsável por mais da metade dos casos de doenças de pele que surgiram na cidade. Como era dono de um cartão negro, Big apenas pagou com créditos por seu "crime".
— Eu não forço as pessoas a comprar meu produtos, Hahahahahaha. — Foi o que ele disse quando entrevistado por Shayera. — E não se esqueçam os últimos Temporizadores estão sendo vendidos pela metade do preço.
John finalmente se levantava, aplicando uma pressão leve sobre os dois olhos com as mãos apoiadas nos joelhos. "Desligar Temporizador". A ordem foi imediatamente obedecida, e enquanto ele se encaminhava para o banheiro, a fim de tomar uma ducha gelada, pensava em como havia sido fácil concertar o problema do aparelho. Apenas uma seqüência de filtros eletrônicos bem colocados nas lentes focais resolveram tudo.
Isso era um costume de John, ele comprava as bugigangas do Velho Big, as desmontava e depois de resolver os problemas, ficavam perfeitos para usar. O apartamento era uma cobertura no Freedom Plaza, um dos prédios residenciais mais caros de Metrocity. Apenas portadores de cartões negros podiam pensar em morar ali. Mobiliado simplesmente, a maioria do espaço que não era ocupado por uma mobília básica, estava lotado com diversos aparelhos tecnológicos que John usava para seus afazeres diários. As paredes holográficas mudavam de lugar e até de quadros segundo as ordens do proprietário. Há semanas John não fazia uso dessa tecnologia.
— Pau! — Assim que a água gelada tocou seu corpo, John sentiu uma pontada de dor no ombro — Quando é que eu vou aprender a não passar a noite toda infosurfando na rede? Pelo menos tenho que escolher uma posição que não me deixe com tantas dores...O bom é que, pelo menos ontem à noite, eu fiz outra atividade...
Assim que terminou o banho, ele vestiu apenas uma calça folgada feita de Nexx e se dirigiu à cozinha para preparar seu almoço. Enquanto colocava a comida congelada para aquecer, quase podia ouvir a mãe falando:
— O café da manhã é a refeição mais importante, meu negrinho...
A família de John era enorme e com integrantes de várias etnias raciais, mas as raízes ainda eram afro-americanas. John havia puxado o avô e se tornou o que Irys chamava de negro enorme e assustador. Do alto de seus 1,88m, 95 quilos e músculos bem definidos, ele não podia deixar de concordar.
Já para sua avó, ele seria sempre o "negrinho", mesmo que a simpática senhora só conseguisse abraçar a cintura do neto. Ela com certeza ficaria horrorizada com os atuais hábitos alimentares dele. Já Irys gostava da inconsistência no atual namorado.
Enquanto comia uma lasanha, que normalmente era vendida como se servisse para uma família inteira, John se sentou na sala e pensava na vida quando ordenou:
— Jarvis — Esse era o nome que John deu para o programa de I.A. que controlava as funções da casa — Acessar mensagens.
— Você tem 1.483 mensagens
— Elimine as mensagens de propagandas, vendas, pedidos de ajudas humanitárias, correntes e pornográficos.
— Apagando mensagens. — Um minuto depois. — Você tem duas mensagens
— Ótimo. Quero ver a primeira.
Imediatamente a imagem holográfica de uma garota, com cabelos cortados na altura dos ombros, corpo esguio e um lindo sorriso quase infantil, vestida apenas com uma camiseta que ficava como um vestido. Irys. Ela parecia radiante, a noite passada de fato havia sido boa.
— Oi, amor. Liguei apenas para avisar que você esqueceu algo. — Ela segurava na barra da camiseta, dando um sorriso malicioso. — Espero que você volte logo para buscar.
— Jarvis, gravar resposta somente de áudio. — Um clic pôde ser ouvido e indicava o momento de iniciar a mensagem. — Irys, hoje infelizmente não poderei aparecer. Negócios urgentes, mas amanhã... — Ele ficou em silêncio por um momento antes de encerrar — Enviar.
— Enviada. Deseja ver a outra mensagem?
— Sim.
E a imagem de outra mulher apareceu. Essa tinha um ar mais maduro, traços afro-americanos, vestida com uma roupa que transpirava seriedade. Alba. Ex-mulher de John e mãe de seu filho.
— John, eu só queria agradecer pelo cartão negro que você me enviou... Desse jeito, de fato, você não atrasa mais com a pensão. Um dia ainda volto a me casar com você. Eu queria lembrar também que no fim de semana você prometeu levar o Timmy ao jogo de Astroball. O time dos tais robôs que ele tanto gosta.
— Apagar mensagem.
— Não deseja responder?
— Não.
John levanta do sofá e joga o resto da lasanha no incinerador. Sempre que recebia alguma mensagem da ex, ficava um tanto melancólico. Ele acreditava que estava fazendo a coisa certa quando se casou e tinha certeza quando Timmy nasceu.
Infelizmente quando o Nômade apareceu tudo acabou.
Depois da desgraça de sua família, causada pelo presidente da BioGentech, John havia ficado com o coração cheio de ódio pelas Megacorporações. Sendo um excelente hacker, ele se esforçou em dobro para se tornar o melhor hacker do ciberespaço. E conseguiu.
Ele pretendia começar a realizar ataques às megacorporações, quando eles começaram a surgir. De repente, heróis pulavam nas aulas de História sobre a Era Heróica para a realidade atual. Prodígio, Maioral, Panteão. Eles pareciam prestes a incendiar todo o mundo que John tanto odiava, e poderiam criar um mundo onde Timmy cresceria em paz.
Apesar de tudo, os esforços dos novos heróis pareciam não surtir efeito algum. John não podia aceitar aquilo e retomou seu plano original.
Na rede mundial ele era conhecido como Nômade, e foi responsável por prejuízos de milhões para as corporações que dominavam a América. Ele permanecia cada vez mais tempo na rede e sua mulher se cansou de tudo aquilo, sem saber o real motivo das longas ausências do marido. O divórcio foi inevitável e Alba ficou com a guarda do filho.
Agitando a cabeça violentamente, John afastava suas lembranças, já eram mais de 16:00 da tarde e logo ele ia começar a "trabalhar" outra vez.
Indo até seu quarto, apanhou outro aparelho, o Delineador Muscular "Você já ouviu falar de Auto Sugestão?" A voz do velho Big parecia ressoar na cabeça de John "Então o Delineador é a resposta! Um cybercapacete emite ondas pelo corpo todo, deixando você com aquele visual de holoartistas! Só hoje uma super promoção: leve um Delineador Muscular e receba totalmente grátis uma dieta especial para perder aqueles quilinhos incômodos".
Claro que ninguém sabia do choque termo elétrico que poderia ocorrer e que resultou em várias mortes e problemas mentais nas pessoas que haviam comprado o Delineador.
John corrigiu todos os problemas, claro. E, usando o aparelho, ganhou uma musculatura invejável. Não era exagerada, mas o suficiente para não parecer um troda dum viciado em infosurfe. Ele colocou o capacete e durante horas seus corpo apresentava pequenos tremores, indicando os músculos que estavam sendo trabalhados e ganhavam um aumento visível.
Quando às 19:00 chegaram, ele estava de banho tomado, para se refrescar das horas de "musculação" e se deitava no colchão AntiGrav para ficar mais confortável para começar a trabalhar.
Ele segurou o plug de acesso e começou a passar a ponta de metal na borda do implante, que ficava atrás de sua orelha. O olho esquerdo piscava rapidamente, um cagoete recentemente adquirido sempre que se preparava para acessar o ciberespaço. Assim que o plug finalmente foi conectado, ele entrou com tudo na rede mundial.
Aquilo sim era vida, infosurfar nas ondas de códigos binários, mergulhar no mar de Gygabits e se deixar levar pelos ventos digitais quando resolvia voar.
Se fosse possível, John, não, não John, aqui ele era o Nômade. Seu arquétipo usava um visual com as cores da bandeira americana emolduradas por detalhes negros, um lembrete do luto pelos rumos que o país tomava.
Ninguém via o Nômade se ele assim não desejava. Por isso, apareceu para um seleto grupo de outros hackers, os melhores piratas invasores da rede. Perito, Alfa Romeo, Astúrion, entre outros. O assunto do dia era a morte de Syrius.
— O que aconteceu?
— Você não soube, Nômade? Pau! Onde estava ontem?
— Não é da sua conta, Perito.
— Hahahaha. Aposto que tem mulher na história...
— Troda-se Alfa. E então, vão contar ou não?
E eles contam que Syrius invadira um sistema da BioGentech, algo tão simples que até um bebê entraria. Mas algo aconteceu lá dentro, que fritou o arquétipo dele atingindo inclusive seu meatware. Até agora ninguém sabe o que aconteceu. A área recebeu proteção de cybersamurais da Stark-Fujikawa.
Imediatamente o Nômade partiu na direção indicada. Podia ouvir as vozes que diziam para ele não ser louco, mas as ignorou. Momentos depois, estava atrás de um monte de dados deletados, vendo os dois antivírus que guardavam o que parecia a entrada de uma fortaleza.
Um portão enorme estava atrás dos guardas, parecendo ter sido criado para conter um monstro como o Matilha. Um confronto direto seria idiotice e se algo que o Nômade havia aprendido em seu tempo de invasor, era que se fosse possível evitar confronto, era o que se devia fazer.
"Hora da Fênix" Ele mexeu numa bolsa que trazia no cinto e soltou o que parecia um enorme pássaro de fogo, que voou na direção dos guardas, atraindo a atenção deles quando se chocou no lado esquerdo do portão e caiu no chão, soltando faíscas de fortes cores quentes.
Os guardas ficaram lado a lado olhando os restos da ave, quando caíram pesadamente sobre a mesma. Atrás deles, Nômade estava de pé, com um tipo de cajado na mão "o bastão sináptico sempre funciona" e ele se voltou para o console diante do portão.
"Provavelmente uma senha de oito dígitos criptografado, coisa de criança".
Tirando um fio de seu cinto e conectando-o ao terminal, ele mal começou a procurar a senha de acesso e os portões se abriram. Nômade deu um salto para trás surpreendido "fácil demais" e mesmo assim a curiosidade foi maior do que a prudência. Ele passou pelos portões, agora escancarados.
O que via não fazia sentido. Era como se tivesse entrado dentro de um galpão típico do século passado. Galpões como aquele apareciam em muitos holodocumentários. Uma construção digital como aquela só seria possível com uma tecnologia absurda. Ele se aproximou de um console de computador. Um monitor, teclado e mouse, ao invés das versões atuais com tela e teclado de metal líquido ou os comandados por voz.
Infelizmente, não descobriu nada ali. Mesmo depois de um precioso tempo perdido, os guardiões podiam despertar a qualquer momento, pois ele não conseguira nem mesmo ligar o computador à sua frente.
Nesse momento, Nômade percebeu algo que se destacava naquele cenário do passado. Um pequeno cubo totalmente negro, que estava bem no centro de uma mesa próxima. Ele caminhou e não percebeu a pequena luz vermelha que se acendeu no que lembrava uma antiga câmera de segurança.
Ele pegou o objeto e começou a girá-lo até descobrir um orifício. Olhando com mais cuidado, pôde perceber que era um acesso digital. Imediatamente um plug saltou de seu cinto e ele o colocou no cubo.
As informações inundaram seu cérebro e ele se desconectou num rompante de medo, surpresa e fúria.
John não consegue precisar quanto tempo ficou imóvel na cama, a mente processando a verdade recém descoberta.
Quando conseguiu firmar as pernas e levantar, foi até sua janela, pediu para Jarvis deixá-la transparente e ficou durante minutos observando a paisagem de Metrocity. Os prédios da Alchemax, Lexxon, Stark-Fujikawa e principalmente da BioGentech ocupavam a vista do hacker. Ele cerrou os punhos e disse para si mesmo:
— Não vou deixar esses ratossugas fazerem isso.
Na XXX N.U.D.E. o clima era de festa por causa dos altíssimos índices de audiência, sem saber que a mesma entrevista era transmitida para todos os milhares de canais dos EUA, por uma antena pirata. A apresentadora, Shayera Moon, nesse momento com os seios fartos à mostra, parece ficar cada vez mais animada:
— Para os expectadores que acabaram de chegar! Estamos ao vivo com um homem que alega ser o novo Marcial, procurado por diversos atos terroristas cometidos contra mega empresas nos últimos dias. Nosso canal tem patrocínios da Alchemax, pensando no seu futuro — Ela ergueu o corpo e não estava usando nada, mostrando seus pêlos púbicos digitais — E Stark-Fugikawa, toda a tecnologia para facilitar a sua vida.
Ela voltou a se sentar e agora estava vestida com um comportável terninho social, roupa que não era mais usada a pelo menos cem anos. Ela revirou os olhos da maneira sensual que os expectadores acostumaram a ver, apenas esperando a continuação do relato.
Como eu disse, depois de descobrir o que os Ratossugas da BioGentech pretendiam, eu resolvi entrar em ação. — A voz que todos estavam associando ao Marcial rompia o silêncio. — Infelizmente nem tudo saiu como eu esperava.
O Temporizador do apartamento de John Arveen acaba por lançar seus raios de sol inutilmente sobre os lençóis da cama do mesmo que não foi desarrumada na noite passada, afinal de contas nosso protagonista se encontra ainda diante da janela de seu apartamento, olhando para a Metrocity do ano de 2099 e sem acreditar no que descobrira.
A mente dele ardia em ódio quando via ou ouvia o nome da BioGentech em algum lugar e saber que ela seria a responsável pela criação de um novo Marcial, um capacho da megacorporações, apenas aumentava ainda mais a dor que ele começava a sentir fisicamente no peito.
Ao fechar os olhos ele se lembra das palavras do pai enquanto fingia dormir em seu quarto:
— Eu sei querida... — A mãe de John era o pilar que sustentava aquela casa onde todos sabiam ter um porto seguro para qualquer tempestade. — O Harry continua me pressionando... Não sei até quando poderei adiar os experimentos...
— Mas, Adam... — A voz da mãe sempre seria lembrada por John como um som quase celestial, capaz de tornar qualquer dor mais suportável. — A situação está em que pé?
— A Alchemax e a Lexxon começaram um tipo de "corrida armamentista", mas com operativos super humanos... Minhas pesquisas, que antes estavam direcionadas para a melhoria natural do ser humano, sem apelar para cyber-implantes, foi totalmente redirecionada para esse propósito. Agora todos estão querendo meus arquivos e minha cooperação, não sei o que fazer...
— Ora...Apenas peça demissão... Podemos nos virar bem ser esses ratossugas...
— Você não sabe o que acontece com quem tenta sair da BioGentech... O Alfonse, por exemplo...
John percebera que, nesse momento a mãe abraçava seu pai, consolando-o e logo o sono fez com que o garoto adormecesse profundamente acordando apenas quando sua avó o sacudia gentilmente, já na manhã seguinte.
O rosto entristecido da Vovó Arveen, como Jonh a chamava, já antevia que algo terrível acontecera e quando ela o abraçou e ele pôde sentir as lágrimas quentes da mesma em seu cabelo ele começou a perguntar sobre seus pais, o que aumentou ainda mais o choro da velha senhora.
Adam e Sasha Arveen morreram num terrível acidente de automóveis maglevs, cujos trilhos magnéticos, por motivos ainda desconhecidos, acabaram por lançar os veículos de encontro a um prédio próximo.
Um acidente, todos disseram.
Um assassinato, John sentia em seu íntimo.
Procurando desanuviar e deixar o passado em seu devido lugar, John balançou violentamente a cabeça e foi até seu escritório onde pretendia se preparar para invadir o local onde o novo Marcial seria criado.
O plano era simples: Depois que o jovem Christian Filcher fora "eleito" como presidente, depois da derrocada de Destino, as megacorporações teriam um novo marionete, mas o descontentamento do povo diante da situação atual parecia exigir algo mais, algo como um protetor perfeito.
Segundo os dados que John conseguira do estranho cubo negro, vários soldados do exército, devidamente sob o controle da BioGentech, foram selecionados entre milhares para serem esse protetor, um novo Marcial, que tentaria apagar a "propaganda negativa" que Herodes provocou ao criar uma versão falsa do antigo herói.
Um detalhe que saltou aos olhos do hacker fora que todos os escolhidos, como eles estavam sendo chamados pela empresa, eram brancos, loiros e de olhos claros. Um "Símbolo claro de como deve ser um herói americano" fora um dos termos usados num programa de apresentação que ele descobrira no cubo.
Isso era intolerável e John decidiu que iria impedir tal coisa a qualquer preço.
Tendo local onde as experiências estavam sendo conduzidas, John agora imaginava como entrar quando lhe veio à cabeça um antigo comercial do Velho Big.
— Roupa da surpresa!!!! — O Velho Big aparecia com sua imensa barriga para fora da calça com um modelo vestindo uma roupa negra atrás de si. O Modelo, um rapaz musculoso que provavelmente usara de substâncias ilegais para ficar daquele jeito, mal aparecia na Holotela com o velho diante dele — Seu casamento está ruim? A patroa não está mais te esquentando à noite? Não se desespere meu caro amigo! Com a roupa da surpresa você pode esquentar as coisas. Ela foi feita para que você possa entrar em sua própria casa e... Bem vejam por si mesmos.
O modelo apertou um botão em seu peito e aos poucos ficou invisível, logo a imagem se voltou para o rosto gordo do Velho Big e este apenas de uma piscada antes do comercial acabar. As vendas das roupas foram astronômicas e só foram interrompidas, por conta do, também crescente, número de casos de câncer de pele atribuídos à tecnologia falha do produto.
Outro processo foi devidamente arquivado graças ao cartão negro do Velho Big e as roupas foram tiradas de circulação, alegando que o projeto voltaria para os "laboratórios" e estariam de volta à venda assim que o probleminha fosse resolvido, o que nunca aconteceu.
Jonh comprou uma das roupas, mas é claro que nunca pensou em usar sem antes fazer realizar uma perícia total da tecnologia usada na roupa, o que o levou a descobrir o defeito, corrigi-lo e depois fez as informações chegarem às mãos certas para tirar do mercado aquele produto tão perigoso.
Agora aquela roupa seria a única coisa que ele poderia usar para invadir o laboratório da BioGentech e acabar com os planos da empresa que ele acredita ser a responsável pela morte de seus pais.
O grande obstáculo, no entanto será chegar até lá, uma vez que o laboratório, provavelmente para evitar espiões industriais, ficava no Submundo.
Quando começaram a construção da cidade em que John mora, a antiga cidade foi usada como fundação e para lá fora enviada a maior parte da população carente da época e então fora rebatizada apropriadamente de Submundo. Um verdadeiro pesadelo urbano onde a tecnologia é ultrapassada e mais perigosa do que qualquer aparelho vendido pelo Velho Big, onde os trilhos dos Maglevs não alcançavam e a maioria dos veículos ainda usavam rodas.
Mesmo assim John Arveen estava decidido e não voltaria atrás.
Depois de redigir um testamento para Jarvis, bem como um documento completo sobre sua descoberta para ser enviado a todos os cantos do planeta através do ciberespaço, John vestiu o traje, foi até um depósito onde ele guardava suas "lembranças" maiores e montado numa moto que ainda funcionava com o antiguíssimo motor e tinha rodas ele finalmente tomou os rumos para o Submundo ignorando os avisos eletrônicos das estradas que repetiam "Você está saindo da Cidade de Metrocity e rumando para o Submundo. Tem certeza de quer continuar?".
Ele continuou e logo estava sendo guiado pelo computador de bordo da moto, que ele mesmo instalara há anos atrás, indo em segurança até a entrada do laboratório, devidamente disfarçado do que os antigos chamariam prédio comercial, um disfarce perfeito que não levantaria nenhuma suspeita e nem sequer a atenção de empresas rivais.
As ruas do Submundo eram deploráveis em comparação com a cidade onde Jonh crescera. O lixo se acumulava nas esquinas e onde nem mais cabia, fazendo com que John desse graças pela máscara de ar que filtrava as impurezas dali.
Respirando fundo e acionando a invisibilidade ele avançou para seu destino.
Nenhum guarda na entrada e nem poderia ser diferente uma vez que eles queriam manter o projeto em segredo máximo, o que começava a dar uma sensação de falsa segurança. Invadir o prédio foi ainda mais fácil do que Jonh podia imaginar. Usando a invisibilidade, ele foi subindo os andares, em cada um poucos guardas podiam ser vistos. Era quase inacreditável a falta de uma segurança melhor, sinal de que a BioGentech tinha certeza plena de que seu projeto não corria perigo. Alguns minutos depois, ele se encontrava no laboratório Estrela.
Contrastando com o resto do prédio, o laboratório onde todo o projeto Soldado Eterno seria implementado possuía a mais atual e impressionante tecnologia. Parecia haver ali, na verdade até uma tecnologia estranha e por que não dizer, alienígena.
O local estava vazio e logo Jonh invadia um console próximo, retirando do mesmo um holocd de memória contendo o mesmo código digital que seria colocado no "escolhido", ele sentiu o peso do que tinha em mãos e aproximou o holocd de seu rosto, admirando sua própria coragem e perfeição em conseguir chegar até ali, mas a alegria durou pouco.
Os alarmes soaram estridentes e o invasor se viu descoberto. Mais do que rápido ele invadiu outra vez o sistema e lacrou o laboratório, conseguindo assim um tempo.
Pouco tempo na verdade, pois minutos depois dos portões se lacrarem, os seguranças usavam um maçarico alfa que usava chamas atômicas para começar a abrir caminho, logo eles entrariam e seria o fim de Jonh Arveen e o começo para um novo Marcial, uma marionete das corporações que ajudaria as mesmas a continuar a enganar o povo, criando assim um país de zumbis que nunca se levantariam para fazer alguma diferença.
E seu filho cresceria naquele país.
Se perguntado, Jonh Arveen não sabe dizer o que o levou a inserir o holocd em seu leitor digital e plugá-lo em seu acesso de córtex, fazendo assim com que o projeto Soldado Eterno preenchesse sua mente.
Com um verdadeiro urro de dor, ele se ajoelhou no chão do laboratório, as mãos dos lados da cabeça, a cabeça encostada no chão frio, o que causava dor até em sua fronte, o corpo foi tomado por tremores enquanto os músculos pareciam passar por mudanças visíveis.
A verdadeira tempestade, no entanto, ocorria em sua mente. Informações militares, estratégias e centenas de cenas de como o Marcial original lutava invadiam a mente de John Arveen alterando seus neurônios, adaptando-os e os transformando em algo mais, algo que ele próprio não imaginava o que era.
Nesses poucos segundos em que John se contorcia no chão do laboratório, os seguranças da BioGentech abriram os portões e mais de trinta homens fortemente armados logo cercaram o invasor ordenando que o mesmo se levantasse e colocasse as mãos na cabeça.
E assim ele o fez. John Arveen se levantou e se ele mesmo visse seu rosto não reconheceria o olhar que estava estampado ali. Confiante, forte e com a certeza inexorável de que poderia enfrentar o mundo. Ele girou o corpo dando uma boa olhada nos homens que o cercavam, moveu o pescoço de modo que o mesmo estalou e então finalmente falou:
— Cara! Isso é demais!!!!
Nunca antes todos os funcionários da XXX N.U.D.E haviam parado de trabalhar para comemorar, mas a ordem partira dos altos escalões e desde o pessoal da limpeza aos técnicos de imagem, todos estavam abraçados comemorando os altíssimos índices de audiência.
Essa euforia era transmitida até para a apresentadora virtual Shayera Moon que naquele momento estava de pé atrás do balcão, que não escondia seu corpo todo nu, com as mãos juntas, dedos cruzados e encostadas na bochecha esquerda.
— Olá a todos!!! Para quem acabou de ligar sua holotevê — Ela agora segurava de maneira sensual seus seios com os olhos semicerrados e um sorriso de derreter corações. — estamos ao vivo com alguém que se diz ser o novo Marcial e ele está nos contando sua fascinante origem. É isso mesmo! Apenas aqui na XXX N.U.D.E você conhecerá a história completa! Continuem ligados!
Sem que ninguém soubesse, o Marcial havia feito uma transmissão pirata de seu relato para todas as emissoras televisivas da América, e em todas o clima era de festa, pois os aparelhos que mediam os índices de audiência davam o mesmo sinal: o de audiência elevada.
— Eu já não era o mesmo. — A voz do novo herói, que muitos ainda não sabiam se tratar mesmo de um herói, continuava seu relato, omitindo certos detalhes que apenas os leitores terão acesso. — O programa se integrou no meu headware e eu sentia que poderia acabar com todos os seguranças ao meu redor. O que de fato eu acabei fazendo.
Em seu apartamento John Arveen olha para suas mãos, ainda cheias de sangue, e não acredita no que aconteceu há poucas horas. Ele se concentra, e em sua mente percebe o programa Soldado Eterno alterando até sua percepção de tempo e espaço para se ajustar.
No laboratório da Biogentech o programa apenas tomou conta do corpo de John para que pudesse sair de lá vivo e agora, no apartamento do mesmo, onde este se sentia seguro, as últimas conexões com o usuário poderiam ser efetuadas.
E nesse tempo, John via e revia o que acontecera.
O primeiro segurança se aproximou do invasor tendo em mãos uma pistola Ak-987 cujo cano ele encostou no peito do outro enquanto perguntava quem o teria enviado até lá, mas não conseguiu completar a pergunta tendo o braço quebrado na altura do cotovelo, seguido de um chute no peito que o fez voar, aterrissando e derrubando cinco colegas que não conseguiram fugir do corpo que vinha em sua direção.
Assim que o líder começou a gritar ordens para que os seguranças atacassem, um outro grupo fora derrubado pelos disparos da Ak-987 do primeiro homem a cair e cuja arma já estava nas mãos de John que, por mais impossível que pudesse parecer, apenas mirava em locais não letais dos oponentes, ferindo-os apenas o suficiente para que ficassem de fora da luta.
Mesmo pega de surpresa, a equipe de segurança se recuperou o mais rápido e todos os que ainda estavam de pé logo se colocaram em locais para se protegerem enquanto davam mais um aviso para que o invasor se rendesse, suas ordens eram para capturá-lo com vida.
Ao se ver no centro do laboratório em clara desvantagem, John voltou sua arma para as células de iluminação do local, e com disparos precisos todo o laboratório ficou às escuras e nem as luzes de emergência escaparam dos disparos do invasor.
— Visão noturna!!! — Grande erro do chefe de segurança, anunciando o que todos fariam.
Foi o suficiente para que John corresse até o megagerador de energia do canto direito do laboratório e esperasse que o localizassem. Assim que viu as miras por todo seu corpo, simplesmente se afastou para o lado, destruindo parte do metal às suas costas, o que resultou numa imensa explosão que derrubou quase todos os oponentes e ofuscou a visão dos restantes.
Desse modo, John Arveen conseguiu sair do laboratório da BioGentech sem enfrentar quase nenhuma outra medida de defesa, mas deixou algumas surpresas, que retirara dos seguranças, para trás.
Minutos depois da partida do invasor, os alarmes soaram, revelando que diversos dispositivos explosivos estavam espalhados pelo prédio e que a detonação aconteceria em breve. Só por isso o prédio pôde ser evacuado antes de uma explosão que foi sentida até mesmo na cidade alta, provocando pânico e um congestionamento monstro nas ligações para o Olho Público.
John Arveen, ainda sem saber o que acontecia em sua mente, cambaleou até sua moto e, depois de sair o mais rápido possível do Submundo, logo estava guardando seu veículo no depósito, reunido a maior quantidade de objetos que pôde e se dirigindo para seu apartamento que ficava a poucos metros dali, sentando-se à mesa de jantar e ali permanecendo estático até que o programa do Soldado Eterno terminasse de executar sua função: transformar o usuário num novo Marcial.
De repente, uma nova dor de cabeça atingiu em cheio John, que gritou, ignorando as tentativas de Jarvis de ajudá-lo e, tão rápido quanto veio, a dor passou.
— Pau... Que viagem...
John correu para se lavar e, enquanto se despia, percebeu como seu corpo mudara, ficando mais musculoso e com uma energia que parecia percorrer suas veias. Ele se jogou debaixo da água ainda fria e, já mais calmo e analisando o ocorrido, pareceu que finalmente começou a perceber o que acontecera. Ele saiu do banho e correu para a sala onde todas as tranqueiras que ele trouxera o esperavam.
Ele usou a Roupa da Surpresa como base e sobre ela colocou peças de armaduras de diversos jogos como Astroball ou Mega Rugbi, cobrindo as cores originais com o branco, azul e vermelho. O capacete foi modificado e nele inserido um grande número de programas, além de um visor holográfico que exercerá funções múltiplas, incluindo dificultar o reconhecimento do rosto de John.
Ao vestir o uniforme, John Arveen sente que finalmente encontrou seu lugar no mundo. Fez uma promessa para si mesmo de que faria de tudo para transformar o mundo ao seu redor, mas antes ele teria que acertar as contas com seu passado.
O escritório central da BioGentech estava um caos depois do roubo da tecnologia do Soldado Eterno e Harry Saunders, presidente da firma há vários anos, se encontra numa situação incômoda, com os contatos do Governo mais outras empresas cobrando resultados da investigação.
— Droga, senhor O´Hara, eu não faço idéia de quem atacou nosso laboratório... Até onde eu sei poderia ser até a tal de Maioral, ele sempre causa transtornos para o senhor não é?
— O Maioral não poderia ser o culpado e...
— Ora, Por que não?
— Eu... — "Por que eu estava ocupado enfrentando o Escolhido. Outra vez..." — O Olho Público gravou o Maioral numa luta bem longe do seu laboratório. Por isso.
— Olha aqui, moleque, eu até respeitava o Stone, mas agora que ele está afastado da diretoria do Alchemax é bom você cuidar melhor da sua retaguarda e largar no meu pé. Passar bem.
Harry aborta a holochamada de maneira brusca e sai de sua mesa chutando o que vê pela frente, mas logo pára de repente, olhando para o homem que ia ficando visível à sua frente.
— Olá Harry... Posso tomar uns minutos do seu tempo?
Sem dar tempo para uma resposta, o Marcial acerta um violento soco no rosto do velho à sua frente e este cai desacordado. Em seguida, o invasor pega em seu uniforme um tubo que contém uma variante do soro da verdade, mas muito mais potente, e aplica direto no pescoço de Harry.
— Agora você vai fazer tudo o que eu mandar, certo? — O outro abre os olhos lembrando um zumbi dos antigos filmes de terror e acena positivamente com a cabeça. — Ótimo. Agora quero que você me fale tudo o que sabe a respeito da morte de Adam e Sasha Arveen...
E o presidente da BioGentech conta tudo. Como os pais de John foram emboscados no laboratório pelos seguranças da companhia, em como sofreram para que Adam revelasse onde havia guardado os dados que estava pesquisando, a mãe que fora violentada antes de morrer, diante dos olhos desesperados do marido.
Ao fim do relato os olhos de John Arveen estavam cheios de lágrimas e era possível perceber o ódio que emanava deles através da lente holográfica do capacete. Ele se levantou, andou até a janela mais próxima enquanto tentava se acalmar e, minutos depois, fez com que Harry transferisse todos os seus créditos para uma conta fantasma que John acessaria mais tarde para começar a reunir fundos para a guerra que despontava no horizonte.
Assim que terminou a transação, John colocou o empresário sentado na cadeira, diante de sua mesa e se questionou sobre o que mais faria contra o homem responsável pela morte de seus pais, mas a decisão foi retirada de suas mãos, pois rajadas laser entravam no escritório atingindo em cheio Harry, que teve seu corpo lançado numa parede próxima caindo ao chão já sem vida.
O Marcial sentiu um leve formigar na base do crânio, indicando que o programa Soldado Eterno já começava a analisar a situação e decidir a melhor maneira de escapar, o que levou meros segundos. Logo, ele estava diante das luzes que vinham de uma unidade aérea de segurança onde um segurança começou a gritar para que ele se rendesse.
O invasor deu um sorriso e saltou do prédio, surpreendendo os homens à sua frente. Apertando um botão nas costas de seu pulso, acionou os explosivos que ele espalhara no prédio cujas explosões afetariam toda a estrutura, dando tempo para a evacuação, mas impossibilitando que o prédio fosse salvo. Uma das explosões lançou o Herói de encontro à vidraça de um prédio próximo onde ele entrou e mesmo com o corpo todo dolorido se levantou e começou a fugir.
Outra explosão fez a unidade aérea quase cair e forçou o piloto a se afastar, tentando encontrar um lugar para pousar. Enquanto isso, o Marcial subia no topo do prédio onde se encontrava e ficou olhando o resultado de suas ações...
— E eu só fui embora depois de ver os escombros que marcaram meu primeiro passo na missão que eu escolhi. Claro que, dias depois, eu lancei ataques a diversas outras filiais da BioGentech.
— Fascinante! — Shayera Moon agora batia o recorde de tempo sem roupa e agitava os fartos seios enquanto seus programadores se entregavam a quase uma orgia de drogas e bebidas comemorando o maior índice de audiência da emissora e nem notaram uma discreta luz vermelha que começou a piscar em intervalos regulares. — Mas o que exatamente o senhor pretende? Quais seus planos agora que a BioGentech está falida?
— Eu não revelaria meus alvos desse modo... Prefiro fazer uma surpresa, mas agora eu acho que devemos encerrar nossa entrevista senhorita Moon...
— Não!! — ShaYera entrava em pânico assim como todo o pessoal da emissora. — Quero dizer... Ainda tem tanto a nos contar, não é?
— A minha primeira motivação entrando em contato com vocês foi para acalmar a população quanto aos meus alvos e minhas intenções. — Agora todos prestavam atenção às holotelas e continuavam a ignorar as luzes que piscavam cada vez mais rápido. — Infelizmente, nós todos sabemos que as megacorporações estão por trás das emissoras, e isso torna vocês meus alvos também... Adeus senhorita Moon...
Assim que a ligação cai, todos os consoles de todas as emissoras que transmitiam à história do Marcial entram em curto derretendo e assim causando um verdadeiro apagão em todas as emissoras dos EUA, o que acabaria por resultar num quase pânico, afinal não só as emissoras como vários meios de comunicação caíram e deixaram de funcionar.
Assim, do alto de um prédio e vendo o que suas ações estavam causando, o Marcial se ergueu e voltou seu olhar para o próximo alvo de sua cruzada:
O edifício central da Alchemax.
E esse é apenas o começo.

